Os casos de infecção pelo coronavírus continuarão aparecendo mesmo após controle da pandemia.

O novo coronavírus está na natureza e por mais que se estude medicamentos de combate, não será dizimado. Não mataremos o vírus, mas sim, criaremos anticorpos contra ele.

coronavírus mida saúde

Estrutura genética do COVID-19

Existem três pontos que preocupam e precisam ser levados em consideração:

  1. Displicência com cuidados de higiene: Os novos hábitos de higiene devem ser mantidos mesmo após o retorno normal das atividades. Não podemos pensar que o COVID-19 foi exterminado e que estamos “seguros” novamente.
  2. Nova mutação do Coronavírus: Antes de surgir o COVID-19, o coronavírus já existia no mundo em outras formas (alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43 e HKU1, entre outras). Mutações em sua estrutura genética o transformaram em um vírus que sobrevive em um hospedeiro humano. Novas mutações podem ocorrer e uma nova (pan)epidemia pode acontecer.
  3. Reinfecções: Presidente da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV) e professor do mestrado em Virologia da Feevale, Fernando Spilki afirma que ainda não existe nenhum estudo conclusivo sobre a imunidade à doença. Spilki destaca que o método mais confiável para atestar que determinado indivíduo não está sujeito à reinfecção é chamado de “ensaio de vírus-neutralização”.

Esse sistema coloca o vírus ativo na presença dos anticorpos do pacientes. No entanto, segundo o virologista, testes nesse sentido em relação ao coronavírus realizados na China apresentaram cenários variados:

Uma parte pequena dos indivíduos desenvolve anticorpos protetores, uma grande parte não desenvolve anticorpos em tipos satisfatórios após uma primeira infecção e em uma parcela não foi detectado anticorpos. Então, infelizmente ainda não dá para ter certeza de que a primeira infecção leva à imunidade.

Sobre a dificuldade de encontrar conclusões sobre a imunidade em relação ao novo coronavírus, a professora de Infectologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Danise Senna Oliveira destaca que a covid-19 está assolando humanos há apenas cinco meses e que é necessário mais tempo para entender com mais detalhes como o vírus se comporta.

Com outros coronavírus responsáveis por síndromes respiratórias, como por exemplo sars ou mers, viu-se que reinfecções ocorreram em geral dois anos após a primeira infecção e os sintomas nessa segunda ocasião eram mais leves. Acredita-se que pode ocorrer o mesmo com o sars-cov-2, mas precisa-se de tempo para confirmar isso — pontua a infectologista.

Imunidade coletiva

Umas da alternativas ventiladas para combater a covid-19 ocorria no sentido de deixar o vírus circular mais entre a população, aumentando a chamada imunidade coletiva.

O presidente da SBV destaca que as evidências dos estudos na China sobre a possibilidade de reinfecção, que ainda precisam ser comprovados, e o desfecho negativo da infecção em alguns casos de pacientes que não são da população de risco não criam ambiente para essa hipótese neste momento.

Seguramente, com todo o processo de distanciamento social e com as postergação e a minimização do tamanho da faixa de infecção, ao longo do tempo, as pessoas vão se infectando aos poucos. E a gente pode chegar daqui a algum bom tempo a ter um contingente populacional que tenha adquirido mais de uma infecção pelo vírus, inclusive sem sintomas muitas vezes, explica Spilki.

O grande ponto é, PRECISAMOS MUDAR NOSSOS HÁBITOS DAQUI PRA FRENTE DE FORMA DEFINITIVA.

Estamos vivendo um divisor de águas na sociedade moderna. Precisamos repensar algumas questões e incorporar coisas novas.

Home offices podem se tornar mais frequentes daqui pra frente, por exemplo. Respeitar a distância em estabelecimentos comerciais, o  uso contínuo de máscaras, caso tenha sintomas de resfriado, enfim. Vamos aprendendo juntos a convivência neste novo mundo.

Se você quiser saber mais sobre ações em saúde, prevenção de fatores de risco e ideias para novos hábitos entre em contato conosco.

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