Visão isolada das regiões do Brasil nos leva ao colapso na saúde.

Nelson Teich disse que serão consideradas as particularidades de cada lugar, bem como o avanço da doença em cada região.

Esta é uma medida sensata, mas que ainda assim coloca em risco de colapso sistemas de saúde localizados.

Citamos diversas medidas de controle do coronavírus em uma matéria do dia 20/04/2020, mas uma medida de gestão ainda não mencionada é pensar o Brasil na integra, como uma “mega metrópole”.

Vamos aos dados:

O Rio Grande do Sul possui 283 hospitais. Só  em Porto Alegre temos 21 hospitais, além do Complexo Hospitalar da Santa Casa de Misericórdia que contempla outros 7 hospitais. Nosso número de casos passa um pouco mais de 1.000 (mil) caso até a data de hoje (25/04/2020).

Em contra ponto, São Paulo, o maior afetado pelo coronavírus no Brasil, dispões de 881 hospitais gerais e chegando em mais de 16.000 o número de casos.

Assim como o Rio Grande do Sul, outros estados do Brasil estão com seus números controlados. E até com leitos sobrando.

Ressaltamos aqui que a principal preocupação é com a vida, seguido do fortalecimento da rede de saúde.

Pensando no Brasil como um sistema totalmente integrado, casos que excedem a capacidade de estados mais comprometidos poderiam ser deslocados para estados que ainda possuem capacidade de acolhimento.

Desta forma, distribuiríamos os casos na rede NACIONAL de hospitais ao invés das estaduais e/ou municipais.

É claro que desta forma estaríamos levando mais casos de contaminação para outro território, entretanto, estes casos são identificados e precisam estar em ambiente controlado.

 

Contato com familiares

Mesmo estando internado na mesma cidade, não é possível ter contato com familiares a partir da internação por coronavírus até o dia da alta hospitalar.

O paciente fica totalmente concentrado em seu tratamento o que seria garantido devido ao aumento da oferta de leitos pelo cenário nacional.

Custos com novos leitos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou no dia 14/04/2020 a aprovação do primeiro financiamento do Programa de Apoio Emergencial ao Combate da Pandemia do Coronavírus.

O crédito emergencial com valor mínimo de R$ 10 milhões, visando ao aumento da oferta de leitos de UTI, bem como de equipamentos, materiais, insumos, peças, componentes e produtos para saúde, para atendimento das necessidades de assistência às vítimas, diretas e indiretas, da pandemia da covid-19.

Pensando de forma sistêmica, com a reorganização menos leitos seriam necessários, pois utilizaríamos leitos vagos já existentes.

Precisamos de mais planos de gestão e plano de ação no combate ao COVID-19. Estes planos devem ser apresentados à sociedade para dar segurança ao povo brasileiro.

 

 

 

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