Veja o comportamento do vírus e se ele mudou ao logo deste período

O Brasil registrou o primeiro caso do novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença covid-19, no dia 26 de fevereiro. Foi em São Paulo. Um homem de 61 anos, cuja identidade não foi revelada, que esteve na Itália de 9 a 21 de fevereiro, mais especificamente na região da Lombardia, um dos epicentros da crise naquele país. Desde então, a infecção se alastrou por todos os Estados por meio de um tipo de transmissão chamada de comunitária, que não permite saber onde, exatamente se contraiu o vírus.

Apesar de a doença já ter se espalhado pelo país, São Paulo e Rio de Janeiro e parte do Nordeste ainda lideram a curva de infecções e também de número de mortos. Todos adotaram medidas de circulação da população mais restritas, determinando o fechamento de áreas comerciais e restringindo a circulação.

Em 5 de maio, o Ministério da Saúde apontava a existência de 114.715 casos e 7.921 mortes. Além disso, 48.221 se recuperaram da doença.

Além do grupo de risco, os casos de Covid-19 em jovens chamam a atenção, mas a proliferação do coronavírus também tem vitimado crianças. Embora o número de casos de doença grave e morte entre elas não seja expressivo, é um alerta de seu papel na pandemia, observa a pneumologista Margareth Dalcolmo.

O Portal da Transparência do Registro Civil, por exemplo, indica que 12,5% das mortes por síndrome respiratória aguda grave (Srag) no Brasil, um indicador da Covid-19, são de crianças com menos de 5 anos de idade.

— Há poucas mortes de crianças, mas elas mostram por que não se pode reabrir as escolas. Elas são elo fundamental na cadeia de transmissão do coronavírus —diz Dalcolmo.

Segundo novo estudo, casos da doença pelo novo coronavírus (Covid-19) entre crianças, na China, foram menos graves do que em adultos. O artigo Epidemiological Characteristics of 2143 Pediatric Patients With 2019 Coronavirus Disease in China foi conduzido por Dong e colaboradores e publicado em 16 de março de 2020 na revista americana Pediatrics, da American Academy of Pediatrics.

Este comportamento é o que temos observado aqui no Brasil ao longo deste período:

Análise entre os sexos por idade. Consulta 06/05/2020 | Fonte: covid.saude.gov.br/

Outro comportamento que também tem se mantido é o indice de letalidade. Obviamente cada vida conta, mas em uma análise geral temos curvas bem diferente entre casos confirmados e óbitos, como mostra o gráfico abaixo:

Azul: Confirmados | Amarelo: Óbitos

Temos uma grande dificuldade de controle justamente por não conhecermos o vírus, desta forma precisamos trabalhar com o que já sabemos até que apareçam coisas novas:

  • Lave com frequência as mãos até a altura dos punhos, com água e sabão, ou então higienize com álcool em gel 70%.
  • Ao tossir ou espirrar, cubra nariz e boca com lenço ou com o braço, e não com as mãos.
  • Evite tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Ao tocar, lave sempre as mãos como já indicado.
  • Mantenha uma distância mínima de cerca de 2 metros de qualquer pessoa tossindo ou espirrando.
  • Evite abraços, beijos e apertos de mãos. Adote um comportamento amigável sem contato físico, mas sempre com um sorriso no rosto.
  • Higienize com frequência o celular e os brinquedos das crianças.
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos e copos.
  • Mantenha os ambientes limpos e bem ventilados.
  • Evite circulação desnecessária. Se puder, fique em casa.
  • Se estiver doente, evite contato físico com outras pessoas, principalmente idosos e doentes crônicos, e fique em casa até melhorar.
  • Durma bem e tenha uma alimentação saudável.
  • Utilize máscaras caseiras ou artesanais feitas de tecido em situações de saída de sua residência.

 

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